segunda-feira, 11 de outubro de 2010

HISTÓRIA DO BRASIL

 HISTÓRIA DA BANDEIRA

 Durante toda sua história, o Brasil teve várias Bandeiras até que se concretizasse a atual. Confira todas elas:

Bandeira Real
(1500 - 1521)





Bandeira de Ordem de Cristo
(1332 - 1651)

















Bandeira de D. João III (1521 - 1616)





Bandeira do Domínio Espanhol
 (1616 - 1640)











Bandeira da Restauração
(1640 - 1683)





Bandeira do Principado do Brasil
 (1645 - 1816)






Bandeira de D. Pedro II, de Portugal
(1683 - 1706)











Bandeira Real Século XVII
(1600 - 1700)









Bandeira do Regime Constitucional
(1821- 1822)







Bandeira Imperial do Brasil (1822 - 1889)







Bandeira Provisória da República
 (15 a 19 de Novembro 1889)





Bandeira da República Federativa do Brasil
(19 de Novembro de 1889 até os dias atuais).












A atual Bandeira Nacional foi adotada pelo decreto n.° 4, de 19 de novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República (15 de novembro de 1889). Sua elaboração foi realizada por Raimundo Teixeira Mendes (positivista), Miguel Lemos (diretor do Apostolado Positivista do Brasil), Manuel Pereira Reis (astrônomo) e Décio Vilares (pintor). 
A bandeira do Brasil é formada por um retângulo verde, onde está inserido um losango amarelo, cujo centro possui um circulo azul com estrelas brancas (atualmente 27) e com uma faixa branca, que contém a frase: “Ordem e Progresso”. Cada elemento da bandeira possui um significado:
Verde: simboliza a pujança das matas brasileiras;
Amarelo: representa as riquezas minerais do solo;
Azul: o céu;
Branco: a paz;
Estrelas brancas: representa cada Estado brasileiro e o Distrito Federal; a frase “Ordem e Progresso”: influência de Augusto Comte, filósofo francês fundador do positivismo.
As estrelas na Bandeira Nacional estão distribuídas conforme o céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, no qual a Constelação do Cruzeiro do Sul, se apresentava verticalmente, em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, Raimundo Teixeira Mendes elaborou um desenho contrariando alguns aspectos da astronomia, priorizando a disposição estética das estrelas, e não a perfeição sideral.
A primeira versão da Bandeira era composta por 21 estrelas, que representavam os seguintes Estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba do Norte (Paraíba), Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Município da Corte.
Posteriormente, foram inseridas novas estrelas, através das modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, que permite atualizações no número de estrelas na Bandeira sempre que ocorrer a criação ou a extinção de algum Estado. Nesse sentido, seis estrelas foram inseridas para representar os Estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Essas foram as únicas alterações na Bandeira do Brasil desde que ela foi adotada.
A Bandeira Nacional é um dos símbolos mais importantes do país, devendo ser hasteada em todos os órgãos públicos, escolas, secretarias de governo etc. Seu hasteamento deve ser feito pela manhã e a arriação no fim da tarde. A bandeira não pode ficar exposta durante a noite, a não ser que seja bastante iluminada.


INÍCIO DA REPÚBLICA
Governo Deodoro da Fonseca (1889-1891): aos 62 anos de idade, o marechal Deodoro da Fonseca foi o líder da insurreição que derrubou o chefe de governo do Império brasileiro a 15 de novembro de 1889 e resultou na proclamação da República. Assumiu também a chefia do governo provisório e foi nosso primeiro presidente, eleito indiretamente pelo Congresso Mais Presidência da República.
Início da República foi marcado crises políticas e econômicas.
A República foi proclamada no Brasil no dia 15 de novembro de 1889, pondo fim, então, a quase 70 anos de monarquia.
A questão republicana, que só ganhou mais espaço nos anos imediatamente anteriores à mudança de regime, teve grande relação com o tema do abolicionismo. A inclinação do imperador em direção ao fim da mão-de-obra escrava jogou os setores conservadores da sociedade, contrários à abolição, nos braços dos republicanos - adversários da monarquia. A República, portanto, nasceu com forte apoio conservador. Longe de ter um caráter popular e revolucionário, foi elitista e continuista em vários sentidos.
Deodoro da Fonseca, nosso primeiro presidente, não assumiu o cargo na condição de histórico defensor da República. Pelo contrário, mantinha boas relações com o regime monárquico e o imperador. Mas as circunstâncias o haviam feito entrar em atrito com o Império. Não por ser republicano, mas, sim, militar. E quando a República passou a ser vista como a única alternativa para a questão militar, então Deodoro, apoiado pelos republicanos (que buscavam aproximar-se de um líder de prestígio entre os militares), decidiu-se pelo novo regime.

Governo provisório
A Proclamação da República exigiu a reorganização do poder e da estrutura governamental, de modo a adequá-los àquele novo momento. Porém, os conflitos envolvendo o Exército não haviam desaparecido junto com o Império. E um fator novo apareceu: toda manifestação passou a ser acusada de conspiratória e de estar ligada à restauração da monarquia - mesmo as que não tivessem absolutamente esse intento. Foi assim que Deodoro começou a apontar suas armas para a imprensa, acusando jornais de fazerem propaganda anti-Republicana. A censura foi instituída, mostrando, então, a face autoritária do novo governo.
A mudança de regime também ocorreu num momento de crise econômica. Assim, as transformações políticas passaram a estar associadas à expectativa de solução dos problemas na economia. Rui Barbosa, primeiro ministro da Fazenda do período, lançou uma política econômica que ficaria conhecida como encilhamento. Essa política, de incentivo à emissão de papel moeda, a fim de equacionar a falta de dinheiro para pagar a massa de assalariados e, ao mesmo tempo, viabilizar o processo de industrialização, acabou levando o país a uma crise sem precedentes. Inflação, empresas quebradas, investidores falidos marcaram aquele momento.
Na esfera política, o presidente deu início aos preparativos para formular a primeira constituição republicana, com a formação do Congresso Nacional Constituinte, responsável por discutir e aprovar o projeto encaminhado pela comissão instituída pelo governo. O Congresso foi formado exatamente no primeiro aniversário da República, em 15 de novembro de 1890. Cerca de três meses depois, aprovou a nova constituição brasileira - a segunda de nossa história. No dia seguinte, 25 de fevereiro de 1891, Deodoro foi eleito e empossado presidente da República.

Eleição e renúncia de Deodoro
A confirmação do nome de Deodoro da Fonseca para presidente foi cercada de grande tensão. Com outros nomes de peso em jogo, como o do republicano histórico Prudente de Morais, temia-se que uma derrota do marechal pudesse levá-lo a dar um golpe de estado e mesmo a restaurar a monarquia, da qual ele não era ferrenho adversário.
O período constitucional do governo Deodoro, entretanto, durou apenas 9 meses, sendo interrompido pela renúncia do presidente, em meio a uma crise política e econômica. Na economia, os efeitos do encilhamento comprometeram seriamente os apoios ao governo. Na política, fatos novos ocorreram naquele meio-tempo.
Deodoro precisou escolher, nas províncias, quais grupos políticos iria apoiar. Os preteridos pelo presidente logo se colocaram na oposição. Em 1891, apoiaram Floriano Peixoto para a Presidência. Mas com a vitória de Deodoro, o marechal logo destituiu do poder as forças que lhe faziam oposição. No entanto, no Congresso Nacional a composição ainda era desfavorável. Ali Deodoro não tinha uma base sólida. Foi quando decidiu fechar o Congresso, em 3 de novembro de 1891. Vinte dias depois, pressionado pela Revolta da Armada, Deodoro da Fonseca renunciou, assumindo, em seu lugar, Floriano Peixoto.

Vice assume a Presidência
O governo de Floriano Peixoto não foi menos agitado que o de Deodoro, mas, em contraste com o anterior, o novo presidente conseguiu sufocar todos os focos de oposição - sendo, por isso, tido como o Consolidador da República. Segundo a Constituição de 1891, em caso de renúncia do presidente, antes de completados dois anos de mandato, novas eleições deveriam ser convocada pelo vice. Mas Floriano decidiu completar o quatriênio para o qual Deodoro havia sido eleito, o que provocou reações entre os militares. E a mais importante delas, sem dúvida, foi a segunda Revolta da Armada.
O novo presidente também destituiu todos os governadores que apoiavam Deodoro da Fonseca. Essa medida foi especialmente polêmica no Rio Grande do Sul, onde uma grave crise política se instalou em razão da disputa pelo poder naquela província. Mais tarde, esses grupos protagonizariam a chamada Revolta Federalista, movimento que também foi sufocado por Floriano Peixoto.
Seu governo, assim, completou o primeiro quatriênio da República brasileira. Período conturbado política e economicamente, que derrubou o primeiro presidente e valeu ao segundo a alcunha de Marechal de Ferro, pela maneira tenaz com que reprimiu todos os focos de oposição a seu governo. Em 1894, Floriano transmitiu o cargo a Prudente de Moraes, republicano histórico e primeiro presidente civil do novo regime.
Governo Floriano Peixoto (1891-1894): o marechal Floriano Peixoto foi o primeiro vice-presidente brasileiro a assumir o governo, após a renúncia de Deodoro da Fonseca. Floriano administrou em meio a movimentos rebeldes, como a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, que enfrentou com determinação, ganhando por isso o apelido de ''Marechal de Ferro.
Floriano Vieira Peixoto nasceu no dia 30 de abril de 1839 em Maceió, Alagoas. Filho de lavradores pobres, foi criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursou o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde foi mandado aos 16 anos. Revelou distinção e bravura no exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participou até o desfecho, em Cerro Corá. Como lembrança, guardou a manta do cavalo de Solano Lopes.
Exercia o papel de ajudante general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando teve início o movimento republicano em 1889. Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assumiu a presidência e governou no regime que ficou conhecido como "mão de ferro" até o final do mandato, em 1894. Venceu um período conturbado por movimentos rebeldes, entre eles a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, que começou no Rio Grande do Sul e tinha como objetivo destituir Peixoto do poder. Neste movimento, o conflito aconteceu entre republicanos de orientação positivista e liberais, liderados por Silveira Martins, político de destaque durante o Império.
Em sua homenagem o governador catarinense Hercílio Luz decretou a mudança de nome da capital, de Desterro para Florianópolis em 10 de outubro de 1894. Abandonou a carreira política assim que deixou o cargo de presidente. Morreu em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.

Presidente enfrenta Canudos - O primeiro presidente civil
O paulista Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil da Primeira República. Sua eleição encerra o período dos governos provisórios dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e marca o início do predomínio da oligarquia cafeicultora no poder.
Prudente de Morais, porém, assumiu o governo federal num momento em que o país atravessava uma grave crise econômica e um conflito político envolvendo divergências de interesse entre as duas principais facções republicanas: os radicais florianistas e a oligarquia cafeeira. Prudente de Morais pacificou o estado do Rio Grande do Sul e venceu a Guerra de Canudos, essas vitórias fortaleceram seu o governo e seu mandato.

Crise econômica
No final do século 19, a economia brasileira continuava sendo predominante agrária. O Brasil era basicamente um país exportador de matérias primas e produtos agrícolas (café, algodão, borracha, etc.). O café era o principal produto de exportação, responsável pela geração de grande fonte de renda e divisas.
Porém, anualmente os preços do café vinham despencando devido à concorrência internacional, enquanto a produção interna aumentava. Mas os cafeicultores não eram prejudicados, porque eram protegidos e amparados economicamente pelo governo federal.
A industrialização ainda era muito incipiente. O governo se esforçava para estimular a expansão industrial através da concessão de financiamentos para a importação de maquinário, e criação de taxas alfandegárias que dificultavam a entrada de produtos manufaturados estrangeiros que pudessem concorrer com os produtos similares produzidos no país.

Ricos e pobres
As oligarquias agrárias de modo geral, mas principalmente os cafeicultores, não concordavam com a política governamental de incentivo à industrialização, pois queriam que os recursos empregados fossem canalizados exclusivamente para o setor rural e para produção agrícola voltada para exportação.
A grave crise econômica prejudicava as camadas populares urbanas e rurais. A inflação crescia e o dinheiro se desvalorizada rapidamente. O reajuste dos salários nunca acompanhava o aumento do custo de vida, e isso fazia com que o poder aquisitivo e, consequentemente, a condição de vida da classe trabalhadora piorasse.

Crise política
Os militares e a oligarquia cafeicultora foram os principais promotores da Proclamação da República. Porém, os dois grupos não compartilhavam dos mesmos ideais políticos, pois os militares desejavam a instalação de um regime republicano centralizado, enquanto os cafeicultores defendiam um regime republicano federativo, onde os Estados fossem econômica e administrativamente autônomos para serem controlados de acordo com seus interesses locais.
O conflito político entre os militares e a oligarquia cafeicultora ameaçou seriamente o governo de Prudente de Morais. O presidente porém, foi hábil e cauteloso na resolução das divergências, ao implementar uma política de pacificação e unificação das diversas correntes republicanas.
E, na tentativa de apaziguar os militares, aceitou a indicação de homens de confiança do marechal Floriano Peixoto para cargos importantes em seu governo. No final do seu mandato, Prudente de Morais conseguiu reverter a situação de crise política, neutralizar a oposição e consolidar os interesses da oligarquia cafeicultora.

Reação da oligarquia cafeicultora
Em meio a crise política e econômica, Prudente de Morais pôs fim à Revolução Federalista que ocorria no estado do Rio Grande do Sul. Apesar de os rebelados terem sido fortemente reprimidos no governo de Floriano Peixoto, eles continuavam a lutar. Com o fim da revolta, Prudente de Morais se fortaleceu politicamente.
Não obstante, veio a adoecer e precisou ser afastado da presidência. Assumiu o vice-presidente, Manuel Vitorino, que era um representante da ala radical florianista. A crise econômica se agravara, e as medidas adotadas pela gestão de Vitorino para solucioná-la aprofundaram o conflito entre a oligarquia cafeicultora e os florianistas.

Guerra de Canudos
Pouco antes de Vitorino assumir a presidência, a Guerra de Canudos havia começado, mas as três primeiras campanhas militares enviadas fracassaram. O governo federal sofreu um desgaste político em razão dos insucessos militares em Canudos. Prudente de Morais se restabeleceu, e reassumiu a presidência justamente neste momento, e organizou a grande campanha militar venceu a guerra com a destruição do contestado de Canudos.
Prudente de Morais sofreu um atentado quando estava passando em revista as tropas vitoriosas em Canudos. Um suboficial do exército disparou um tiro no presidente, mas quem foi atingido mortalmente pela bala foi o ministro da Guerra, marechal Bittencourt. O atentado fracassou, porém, deu condições para que o presidente decretasse o "estado de sítio", permitindo que suspendesse os direitos constitucionais e governasse com amplos poderes.
Com esse dispositivo, Prudente de Morais neutralizou a oposição política e assegurou o predomínio dos interesses da oligarquia cafeicultora no plano da política nacional. Prudente de Morais conseguiu ainda que seu sucessor fosse eleito, o paulista Campos Salles.

Elitismo republicano
A atitude do governo de Prudente de Morais diante das duas revoltas sociais que ocorreram no período, deixariam evidente a face elitista da República oligárquica. Com a elite rebelde gaúcha, o governo negociou o fim da Revolução Federalista e anistiou os envolvidos. Na Guerra de Canudos, ao contrário, cometeu um dos maiores massacres da história, republicana ao reprimir com violência a população pobre.
Neste conflito armado, as tropas militares governamentais não fizeram prisioneiros, pois os soldados eliminaram milhares de sertanejos. Os governantes da Primeira República que sucederam Prudentes de Morais adotariam o mesmo padrão de conduta diante dos movimentos sociais de caráter popular.
Governo Prudente de Morais (1894-1898): o paulista Prudente de Morais foi o primeiro civil a assumir a presidência da República. Em seu governo ocorreu um dos mais célebres episódios militares da história do país: a Guerra de Canudos. Por agir com cautela em relação ao arraial de Antônio Conselheiro, acabou sendo apelidado de "Prudente Demais" por seus opositores.
Neste conflito armado, as tropas militares governamentais não fizeram prisioneiros, pois os soldados eliminaram milhares de sertanejos. Os governantes da Primeira República que sucederam Prudentes de Morais adotariam o mesmo padrão de conduta diante dos movimentos sociais de caráter popular.

O ex-governador Manuel Ferraz de Campos Sales substituiu Prudente de Moraes na presidência da República. Seu governo consolidou os interesses das oligarquias rurais, sobretudo dos cafeicultores paulistas.
Quando assumiu o governo federal, Campos Sales herdou uma grave crise econômica que prejudicava o país. A inflação atingia níveis insuportáveis, a moeda brasileira se desvalorizava a cada dia, enquanto nosso principal produto de exportação, o café, atravessava uma fase de Campos Sales (à frente, de cartola) em visita a Buenos Aires superprodução interna e baixos preços no mercado mundial.

A política econômica de Campos Sales
O enfrentamento da crise econômica foi o alvo principal das medidas do governo de Campos Sales. Começou com a renegociação da dívida externa do país, com os credores ingleses. Os banqueiros britânicos fizeram um novo acordo financeiro com o Brasil chamado de funding loan.
Por esse acordo, os banqueiros fizeram um vultoso empréstimo de cerca de 10 milhões de libras ao Brasil e aceitaram uma moratória, isto é, a suspensão temporária do pagamento dos juros e da dívida externa. Como garantia do acordo, os banqueiros fizeram algumas exigências ao governo brasileiro, que as aceitou.
Essas garantias determinavam que, se o acordo não fosse honrado pelo governo brasileiro, os credores ingleses tinham direito a toda a renda das alfândegas do Rio de Janeiro e de outros Estados caso fosse necessário, às receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil e do serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro.
Os credores exigiram também que o governo brasileiro combatesse a inflação e adotasse medidas no sentido de valorização da moeda nacional. O ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho se encarregou dessa política econômica. Reduziu drasticamente as despesas do governo, ao suspender a construção de obras públicas e investimentos no setor industrial, além de aumentar e criar novos impostos. Os salários dos trabalhadores também tiveram de ser drasticamente contidos.

Defesa dos interesses agrários
Ao adotar todas essas medidas econômicas, Campos Sales pretendia que o país se especializasse como produtor e exportador de mercadorias agrícolas: café, borracha, algodão, minério, cacau, erva-mate etc. Era a defesa da tese de que a vocação do Brasil era ser um país agro-exportador. Essa idéia agradava as grandes potências industriais que tinham a oportunidade de continuar a vender ao Brasil produtos manufaturados.
A política econômica posta em prática pelo ministro Joaquim Murtinho, gerou enormes problemas sociais, pois a indústria parou de crescer e, com isso, o desemprego aumentou, enquanto o custo de vida tornou-se insuportável para a população de assalariados. Contudo, o compromisso do governo de Campos Sales era com as elites dominantes do país.

Estabilidade política
Mas, mesmo sendo um representante da elite mais influente do país, ou seja, os cafeicultores paulistas, foi necessário ao presidente Campos Sales adotar algumas medidas políticas para assegurar esses interesses. Foi com esse objetivo que se criou a chamada Política dos Governadores, por meio da qual foi possível obter a estabilidade política.
Antes disso, esta era permanentemente comprometida em razão da existência de divergências de interesses entre as oligarquias agrárias e do sistema federativo republicano vigente. Campos Sales saiu-se vitorioso neste empreendimento, e ainda conseguiu que o candidato por ele indicado para sucedê-lo no governo, o paulista Rodrigues Alves, vencesse as eleições presidenciais.

Revolta da Vacina e Acre
Governo Rodrigues Alves (1902-1906): Rodrigues Alves foi um presidente da República que não teve muita sorte com os assuntos relacionados à saúde. Em seu governo, ao promover uma campanha de vacinação contra a varíola, enfrentou a revolta da população do Rio de Janeiro. Pior: morreu de gripe espanhola, não podendo assumir a presidência após sua reeleição
Francisco de Paula Rodrigues Alves venceu as eleições presidenciais com o apoio de Campos Sales e dos Partidos Republicanos Paulista e Mineiro. Grande proprietário de terras paulista e ex-ministro da Fazenda do governo de Prudente de Moraes, Rodrigues Alves foi eleito com respaldo da aliança política entre as oligarquias agrárias de São Paulo e Minas Gerais, selada pelo acordo da Política dos Governadores.
O governo de Rodrigues Alves foi beneficiado por uma fase de razoável estabilidade econômica. O "boom" da exportação de borracha da Amazônia e a possibilidade de contar com capitais estrangeiros fez com que o presidente adotasse uma política de modernização, voltada para a reurbanização de áreas e locais públicos que se encontravam em situação de degradação. A capital do país, a cidade do Rio de Janeiro, foi o alvo principal desse projeto modernizador.

Projeto modernizador do Rio de Janeiro
Na época, o Rio de Janeiro era uma área urbana decadente. O acúmulo de lixo e a sujeira nas ruas nas zonas periféricas e centrais atraía insetos e ratos que transmitiam doenças fatais como a febre-amarela, a varíola e a peste bubônica, resultando na morte de milhares de pessoas anualmente. As vielas, os becos e as ruas mal iluminadas tornavam a cidade desolada e bastante perigosa durante a noite.
Foi preciso, então, sanear a cidade a partir da realização de obras públicas, limpeza e combate às doenças. O objetivo almejado pelo governo de modernização urbana da capital federal recebeu amplo apoio e respaldo do prefeito da cidade, Pereira Passos. Mas a forma como foi realizada gerou revolta e protestos populares, abrindo a primeira crise política do governo de Rodrigues Alves.
A reconstrução, limpeza e o embelezamento da cidade foram feita às custas das camadas pobres da população. Efetuando desapropriações desordenadas, as habitações populares (casebres e cortiços) foram postas abaixo para o alargamento das ruas, avenidas e construções de praças públicas.
Os pobres foram expulsos para os morros e áreas periféricas da cidade, dando origem às favelas que existem até hoje. A valorização das novas áreas gerou uma grande especulação imobiliária, prejudicando também as camadas sociais de classe média.

A Revolta da Vacina
Mas foi o problema da saúde pública que desencadeou revoltas populares que, por sua vez, geraram uma grave crise política. O combate às doenças foi liderado pelo médico sanitarista Osvaldo Cruz. Estudioso das doenças tropicais, Osvaldo Cruz conseguiu que o governo decretasse a Lei da Vacina Obrigatória, que forçava toda a população a se vacinar para proteger-se das doenças epidêmicas.
Os agentes de saúde pública efetuavam despejos e agressões para obrigar os populares a tomarem vacina. O povo, revoltado, foi para as ruas e enfrentou a polícia num movimento que ficou conhecido como a Revolta da Vacina.
Aproveitando-se da insatisfação popular, alguns militares florianistas, opositores de Rodrigues Alves, tentaram derrubá-lo do governo através de um golpe, liderado por Lauro Sodré. Contudo, o governo reagiu rapidamente, decretando estado de sítio. Em seguida, organizou tropas militares de São Paulo e Minas Gerais e perseguiu e reprimiu todos os revoltosos.

A anexação do Acre
Na época do governo de Rodrigues Alves, o Acre era uma província da Bolívia, embora habitado por nordestinos que imigraram para a região, devido à seca e o aumento da produção da borracha. O Brasil passou então a reivindicar o território do Acre.
Em 1903, chegou-se a uma solução com o governo boliviano, com a assinatura do Tratado de Petrópolis. O governo brasileiro pagou 2 milhões de libras esterlinas pelo Acre e se comprometeu a construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Essa ferrovia daria à Bolívia uma saída para o Oceano Atlântico.

O Convênio de Taubaté
O governo de Rodrigues Alves inaugurou a "política de valorização do café". Idealizada pelos cafeicultores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, seu objetivo era solucionar o problema da superprodução do café num momento em que os preços do produto no mercado mundial estavam em queda.
Para se livrarem dos prejuízos financeiros, os cafeicultores reunidos no Convênio determinaram que o governo comprasse e estocasse os excedentes, ou seja, todo o café que não fosse vendido. O café adquirido pelo governo seria depois vendido num momento mais favorável.
Contudo, mesmo sendo um governo representante dos interesses das oligarquias cafeicultoras mais influentes, Rodrigues Alves discordou das decisões firmadas no Convênio de Taubaté, argumentando que elas prejudicavam o país. Mesmo assim, no último ano do governo de Rodrigues Alves, a política de valorização do café foi posta em prática, e reforçada por seu sucessor, Afonso Pena.

Crise na sucessão
Governo Afonso Pena (1906-1909): o mineiro Afonso Pena tinha ampla experiência política ao chegar à presidência da República em 1906. Durante o Império, foi deputado provincial e assumiu três ministérios. Foi ele quem promulgou a lei que transferiu a capital mineira de Ouro Preto para o local onde foi construída a cidade planejada de Belo Horizonte.
Afonso Augusto Moreira Penna sucedeu Rodrigues Alves na presidência da República. Sua candidatura foi uma indicação do Partido Republicano Mineiro. Afonso Penna, porém, faleceu antes de terminar seu mandato e foi substituído pelo vice-presidente, Nilo Peçanha.
O governo de Afonso Penna teve marcos importantes, tais como a implantação da política de valorização do café, a participação do Brasil na segunda Conferência de Paz, em Haia, e a organização da Exposição Nacional comemorativa do centenário da abertura dos portos.

A política de valorização do café
O Convênio de Taubaté - acordo firmado entre os cafeicultores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, no final do governo de Rodrigues Alves -, estabelecia que o Governo federal deveria comprar toda a safra de café produzida, armazená-la, e depois vendê-la quando os preços no mercado mundial estivessem mais favoráveis.
Essa política foi muito criticada, pois significava claramente o uso de recursos públicos para livrar de prejuízos os produtores de café. Contudo, tendo em vista que as oligarquias cafeicultoras tinham pleno controle do aparelho estatal, empregavam os recursos públicos como bem lhes conviesse. No governo de Afonso Penna, a política de valorização do café foi aplicada conforme o previsto.
Sua principal consequência foi aumentar a dependência financeira do Brasil em relação à Inglaterra, devido à necessidade de obter vultosos empréstimos dos banqueiros ingleses para serem empregados nas operações de compra das enormes safras de café.

A Conferência de Haia e a Exposição Nacional
Em 1907, o Brasil participou da segunda Conferência de Paz, em Haia, nos Países Baixos. O governo brasileiro enviou como representante, o renomado advogado e político, Rui Barbosa. Admirado por ser um grande orador, Rui Barbosa defendeu os interesses das nações exploradas, e seu discurso na Conferência lhe valeu o título de "Águia de Haia".
Em 1908, o governo brasileiro organizou um evento para comemorar o centenário da abertura dos portos, a Exposição Nacional. Realizada na Praia Vermelha, o evento expôs diversos produtos fabricados no Brasil, atraindo cerca de 1 milhão de visitantes.

Nilo Peçanha
Afonso Penna faleceu antes do término do mandato. Foi substituído pelo vice-presidente, Nilo Peçanha. Embora tenha governado o país pelo breve período de um ano, na gestão de Nilo Peçanha foram criados o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, e o Serviço de Proteção ao Índio, presidido pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
A criação do novo ministério, foi um claro sinal da necessidade do governo de regulamentar as atividades produtivas. Enquanto a criação de um órgão federal de proteção aos índios, demonstrou a preocupação do governo com as comunidades e povos tradicionais que corriam o risco de serem dizimados pelo avanço da ocupação e povoamento das regiões das florestas e matas no interior do país.

A crise da sucessão
Ao se aproximar do término do mandato, a sucessão de Nilo Peçanha abriu a primeira crise política entre os dois principais Estados da federação que haviam conquistado a hegemonia nacional. A disputa pela indicação do candidato à presidência da República levou São Paulo e Minas Gerais a romperem relações firmadas no acordo oficial da política do "café-com-leite".
Uma parcela da oligarquia paulista, apoiada pelo Estado da Bahia, lançou a candidatura de Rui Barbosa. Enquanto Minhas Gerias aliou-se ao Rio Grande do Sul lançando o marechal Hermes da Fonseca.

A disputa eleitoral
O fato de a sucessão presidencial contrapor os dois mais influentes e poderosos Estados brasileiros tornou a disputa eleitoral acirrada e competitiva, possibilitando igual chance de vitória dos candidatos. A campanha de Rui Barbosa ficou conhecida como a Campanha Civilista.
Em seus discursos, defendia reformas políticas ousadas como a moralização do processo eleitoral (que era permanentemente corrompido por fraudes) e o antimilitarismo, que ainda ameaçava os governos civis. Rui Barbosa obteve grande apoio nos centros urbanos e da classe média.
O marechal Hermes da Fonseca, por outro lado, fez uma campanha conservadora e por conta disso obteve apoio das oligarquias tradicionais, temerosas dos ideais reformistas do candidato concorrente. A disputa eleitoral foi bastante apertada, mas quem se saiu vitorioso foi o marechal Hermes da Fonseca. Sua vitória colocou novamente um militar no comando do governo federal.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por que se deve investir em saúde e segurança no trabalho?


DERMATOSE - Causada pelo Cimento

O cimento, a massa de cimento ou concreto, quando em contato frequente com a pele de muitos trabalhadores da construção civil, pode:
Ressecar, irritar ou ferir as mãos, os pés ou qualquer local da pele onde a massa de cimento permanecer por certo tempo.
Produzir reações alérgicas, e isso depende do contato do cimento com essas partes do corpo.
1. Se as mãos ou os pés de um trabalhador da construção civil estiverem feridos ou irritados após contato com o cimento, ele deve fazer o seguinte:
Procurar o serviço médico da empresa.
Caso esse serviço não exista, o trabalhador deverá procurar o posto de saúde mais próximo de sua casa ou de seu trabalho.
Nessa fase, deve evitar o contato com cimento até as mãos ou os pés melhorarem.
Será preciso usar luvas e/ou botas ao voltar ao trabalho.
Se for obrigado a trabalhar ou insistir em fazê-lo com as mãos ou os pés irritados ou feridos poderá piorar e até ficar alérgico ao cimento.
Se sofrer algum arranhão ou ferimento no serviço, deve procurar rapidamente pelo socorro médico. Antes disso, é preciso lavar bem o local ferido com água corrente e sabão ou sabonete, e desinfetar com água oxigenada.
A dermatose ocorrida no serviço é como se fosse acidente de trabalho.
Deve, pois, ser tratada pelos serviços médicos do SUS que atendem a esses casos.
Se isso acontecer, a empresa deverá emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), a fim de assegurar o salário do trabalhador e o tratamento integral da dermatose gratuitamente.
2. Para proteger sua pele, siga estas recomendações:
Na preparação da massa de cimento use luvas e botas de borracha forradas internamente.
Não trabalhe descalço ou de sandália havaiana, ou de bermuda.
Se sua roupa estiver suja de massa ou calda de cimento ou concreto, troque-a logo que possível.
Deve-se evitar trabalhar de bermuda, o melhor é usar calça comprida.
Sempre que possível, quando trabalhar em contato com a massa de cimento, use luvas de borracha forradas.
Luvas ou botas rasgadas ou furadas são um perigo! Precisam ser trocadas imediatamente.
Se cair massa ou calda de cimento dentro da luva, é preciso retirá-la imediatamente e lavar as mãos e as luvas por dentro e por fora, deixe escorrer toda a água.
Se entrar massa ou calda de cimento pelos furos ou rasgos da bota, pode provocar dermatoses graves nos pés.
Se cair massa de cimento ou calda de concreto dentro da bota, o trabalhador deve retirar a bota e a meia imediatamente e lavar os locais atingidos.
Não deixe a calça úmida de calda do cimento em contato com a pele.
Nunca use o agitador sem proteção e sempre use óculos de segurança, luvas, botas e capacete.
Se cair concreto dentro da luva ou bota, deve-se lavá-los imediatamente, assim como as mãos e os pés. Isto evitará ferimentos e queimaduras pelo cimento.
Ao final do trabalho diário, os pés e as mãos devem ser muito bem lavados, para retirar restos de cimento que ficaram na pele e nas unhas.

Extraído da cartilha Dermatose profissional na Construção civil causada pelo cimento, publicação da FUNDACENTRO / MTE

Por que se deve investir em saúde e segurança no trabalho?

Algumas pessoas menos esclarecidas sobre o assunto procuram em determinadas circunstâncias, justificar de várias maneiras a ausência da segurança em algumas indústrias, ou o pouco interesse de outras para a prevenção de acidentes. No entanto, nada justifica tal omissão. Entre pessoas, algumas costumam afirmar: “ Sem acidentes ou com acidentes o trabalho é realizado”. Não importa quem diz isso ou pensa dessa maneira.
Trata-se de uma afirmação ou de um pensamento infeliz, embora não possa ser integralmente contestado. Realmente, o trabalho poderá ser executado mesmo que ocorram acidentes. Porém, nesses casos, jamais a sua realização poderá ser considerada satisfatória.
A dor e a infelicidade de quem sofre ferimentos somam-se a muitos outros fatores danosos ao trabalho, tanto sob o aspecto técnico como econômico.
Isso nem sempre é percebido por quem não entende e não interpreta os acidentes do trabalho em toda a sua extensão e profundidade.

O que pode promover os acidentes de trabalho?

As condições inseguras e os atos inseguros são as causas básicas de acidentes no trabalho. Segundo este autor, condições inseguras e atos inseguros são:
Condições inseguras: equipamentos sem proteção, procedimentos arriscados em máquinas ou equipamentos, armazenamento inseguro, iluminação deficiente, ventilação imprópria, temperatura elevada ou baixa no local e condições físicas ou mecânicas inseguras que constituem zonas de perigo.
Atos inseguros: carregar materiais pesados de maneira inadequada, trabalhar em velocidades inseguras, utilizar esquemas de segurança que não funcionam, usar equipamento inseguro ou usá-lo inadequadamente, não usar procedimentos seguros, assumir posições inseguras, subir escadas ou degraus depressa, distrair, negligenciar, brincar, arriscar, correr, pular, saltar e abusar.

É necessário a empresa ter um programa de saúde ocupacional?

A Lei Nº 24/94 instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional ? PCMSO. Através do PCMSO é exigido o exame médico préadmissional, o exame médico periódico. Os exames médicos são exigidos quando houver retorno ao trabalho, no caso de afastamento superior a 30 dias, e também quando ocorrer a mudança efetiva de função (deve ser feito antes de ocorrer a transferência). No caso de afastamento definitivo da empresa, deve-se exigir o exame médico demissional, nos 15 dias que antecedem o desligamento do funcionário.

O que é segurança no trabalho?

A segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, seja pela eliminação de condições inseguras do ambiente, seja pela instrução ou pelo convencimento das pessoas para a implementação de práticas preventivas.

Qual a relação entre higiene e segurança no trabalho?

A saúde e segurança dos empregados constituem uma das principais bases para a preservação da força de trabalho adequada. De modo genérico, higiene e segurança do trabalho constituem duas atividades intimamente relacionadas, no sentido de garantir condições pessoais e materiais de trabalho capazes de manter certo nível de saúde dos empregados.

Como diminuir os acidentes de trabalho?

Algumas medidas simples ajudariam a diminuir o número de acidentes, alguns exemplos são:
Sinalizar toda a empresa
Empregados novos, usar capacete de cor diferente
Uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) atuante
Campanhas de prevenção de acidentes
Kit de primeiros socorros
Realização periódica da Semana Interna de Acidentes no Trabalho (SIPAT)
Treinamento da brigada de incêndio
Revisar extintores
Treinamentos para prevenir acidentes
Apoio da direção e das chefias.
Como realizar a prevenção de acidentes ?
Prevenção de acidentes e administração de riscos ocupacionais relacionam-se com segurança do trabalho, sua finalidade e antecipar os riscos de acidentes e com isso minimizá-los. A prevenção de acidentes é a eliminação das condições inseguras e isso se dá através do mapeamento de áreas de riscos, uma análise profunda dos acidentes e apoio irrestrito da alta administração. A informação, o treinamento e a capacitação de todos os envolvidos no processo são elementos-chave para empreendimentos seguros e saudáveis, com produtividade e qualidade.

Acidentes no Brasil de 1970 a 2008

Devido ao trabalho realizado pelos órgãos fiscalizadores do Ministério do Trabalho, os cursos e campanhas realizadas pelas empresas e a entrada no mercado de trabalho de colaboradores mais conscientes dos riscos no ambiente laboral o número de Acidentes no Brasil foi reduzido.
Mas o desafio ainda é grande pois em 2008 foram contabilizados 747.663 acidentes, somando-se os Tipicos, Doenças, Trajeto e Óbitos.
O que você tem feito em seu ambiente de trabalho para a redução dos acidentes?
A que resultados tem chegado, a partir das Campanhas de Segurança? Poderia compartilhar conosco?
Relacione as ações de sucesso que podem ajudar a combater esse mal dentro das empresas.

O que é higiene do trabalho

Higiene do trabalho é um conjunto de normas e procedimentos que visa à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas.

Quais são os objetivos da higiene no trabalho?

A higiene do trabalho tem caráter eminentemente preventivo, pois objetiva a saúde e o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho.
Os principais objetivos são:
Eliminação das causas das doenças profissionais;
Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos; Prevenção de agravamento de doenças e de lesões;
Manutenção da saúde dos trabalhadores e aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho;

O que envolve a higiene no trabalho?

O programa de higiene no trabalho envolve:
Ambiente físico de trabalho: a iluminação, ventilação, temperatura e ruídos;
Ambiente psicológico: Os relacionamentos humanos agradáveis, tipos de atividade agradável e motivadora, estilo de gerência democrático e participativo e eliminação de possíveis fontes de estresse;
Aplicação de princípios de ergonomia: Máquinas e equipamentos adequados às características humanas, mesas e instalações ajustadas ao tamanho das pessoas e ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano;
Saúde ocupacional: Ausência de doenças por meio da assistência médica preventiva.

Qual a relação entre higiene e segurança no trabalho?

A saúde e segurança dos empregados constituem uma das principais bases para a preservação da força de trabalho adequada. De modo genérico, higiene e segurança do trabalho constituem duas atividades intimamente relacionadas, no sentido de garantir condições pessoais e materiais de trabalho capazes de manter certo nível de saúde dos empregados.

Especialista em Segurança do Trabalho, sim senhor. Engenheiro em Segurança, não senhor.

"Não existe a graduação de Engenharia em Segurança do Trabalho no Brasil". A afirmação é do professor Paulo de Tarso. O docente, que por muitos anos trabalhou como assessor técnico do MEC e que hoje atua no Instituto Federal Tecnólogico da Paraíba, é um dos especialista mais importante na área de educação do MEC. O professor foi um dos palestrantes do 4º Congresso Nacional dos Técnicos em Segurança do Trabalho, promovido pela FENATEST, na capital paraibana. A declaração do professor reforça, portanto, que a expressão atualmente usada "Engenheiro em Segurança" não se aplica aos profissionais que se auto intitulam como Engenheiros em Segurança do Trabalho. Conforme Paulo de Tarso, Engenharia em Segurança é uma pós graduação e não uma graduação superior. De acordo com o docente, se o profissional é por exemplo um Engenheiro Civil e tem pós graduação em Segurança do Trabalho, a denominação correta a ser utilizada é Engenheiro Civil com especialização em Segurança do Trabalho e não a de Engenheiro em Segurança. "Só existe, atualmente no Brasil, um curso de formação superior na área de segurança do trabalho, a de Tecnólgo em Segurança no Trabalho, única reconhecida pelo MEC", disse Paulo de Tarso. Baseado nesta afirmação definida pelo MEC, várias entidades sindicais, que representa os Técnicos em Segurança do Trabalho, já estão entrando com ações no Ministério Público Federal do Trabalho para que seja obrigatório a especificação da especialização em segurança e não a forma generalista de engenheiro em segurança do trabalho, como ocorre até hoje.Segundo sindicalistas que estiveram participando do Congresso na Paraíba, já existe a obrigação do Engenheiro citar a pós graduação de segurança em programas e documentos relativos a segurança ocupacional. A carga horária do curso de especialização é de cerca de 600 horas, já a de técnico é de 2.200 horas, o curso de tecnólogo tem duração de 2 anos e meio. Conforme a Legislação, apenas o Engenheiro com Especialização em Segurança pode assinar Perícias Judiciais, Laudos Técnicos(médicos também assinam). Sindicalistas pediram para que os técnicos e tecnólogos passem a difundirem a expressão exata da engenharia do profissional, com sua respectiva pós graduação e não a de engenheiro em segurança.

Falta de sono prejudica o trabalho de 48% dos brasileiros.

Acordar pela manhã e ter a sensação de não ter dormido o suficiente para reiniciar a jornada de trabalho é mais comum do que se imagina. Uma recente pesquisa realizada com brasileiros mostrou que, a cada noite, um terço da população não descansa todas as horas que julga ser necessário. O problema tem reflexos imediatos na queda de rendimento e no maior risco de acidentes de trabalho.

Sono versus produtividade

Noites mal-dormidas estão influenciando negativamente a vida dos trabalhadores brasileiros. A constatação é de uma análise realizada com 875 pessoas em todo o país realizada pela Philips, em parceria com o Instituto Ipsos. Um total de 53% dos entrevistados revelou que a privação de sono atinge sua saúde mental e física, e 48% alegou que prejudica seu desempenho no emprego. O resultado mostrou que o problema tende a diminuir com a idade e atinge mais as mulheres do que os homens. Na comparação entre as regiões do Brasil e classes sociais, a população do Nordeste e de classe C são as que registram as melhores noites de sono.

Fatores

A professora titular do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP, Frida Marina Fischer, alerta que entre as atividades mais expostas à privação de sono estão os profissionais do trânsito e aqueles que trabalham à noite ou em turnos. "Alguns motoristas de táxi, por exemplo, chegam a trabalhar 12 horas por dia e, por desenvolverem tarefas que exigem muita atenção, se não descansam o necessário, acabam dormindo ao volante e causando acidentes", afirma. Segundo a pesquisa da Philips e do Instituto Ipsos, as razões mais apontadas para as noites mal-dormidas foram: dormir tarde e acordar cedo, as preocupações e o estresse do dia a dia. Entre os 36% que relataram algum nível de estresse, a faixa etária mais atingida foi dos 16 aos 34 anos. As principais causas identificadas foram o medo da perda de emprego e questões financeiras.

Prevenção

A privação de sono provoca irritabilidade, prejudica a atenção, a coordenação motora, a imunidade, o tempo de reação, a memória e a capacidade de concentração, contribuindo para o maior risco de acidentes. "Substâncias como a melatonina aumentam a sonolência, enquanto que elevados níveis de cortisol fazem acordar. Quando não se dorme adequadamente, a liberação dessas substâncias é alterada", explica Frida. Respeitar o ritmo do organismo para evitar a sonolência excessiva e manter hábitos saudáveis são medidas indispensáveis para garantir a segurança e a qualidade de vida no trabalho. É importante que os profissionais tenham consciência de que, ao perceberem o problema, devem procurar a orientação de um especialista.

Fonte - Revista Proteção

Quando o empregado tem alergia ao EPI, o que fazer ?

Prezados Leitores,

Recebi questionamento a esse respeito. Consultei especialistas da área de segurança e a resposta que tive foi muita clara e objetiva, a qual concordo.
As Normas Regulamentadoras, PPRA, PCMSO e PCMAT, que são mecanismos de análise de riscos pelo exercício do trabalho, não preveem nenhuma exceção para que o empregado não use o Equipamento de Proteção Individual. Imagine um trabalhador que por problemas tais não possa usar o cinto de segurança em altura? A resposta que obtive e avalizo é que se o empregado for alérgico ao EPI deve se buscar uma forma de protegê-lo alternativamente, mas com laudo assinado por um Engenheiro de Segurança e homologado perante as autoridades competentes do Ministério do Trabalho. Caso não tenha jeito, cabe ao empregador trocá-lo de função, justificando, ou até mesmo rescindir o contrato de trabalho sem justa causa.

Sds Marcos Alencar
Jurídico / Trabalhista

DEUS E ELE TE FORTALECERÁ























Nada e nem ninguém passará por cima de você. Tu és Vaso do Senhor, nada ficará como está.


Chegou o tempo em que o Senhor tem olhado pra você.
O Tempo de Deus movendo céus e terra em teu favor;
O Tempo de fechar a boca do Leão;
O Tempo de Deus entrar na fornalha contigo;
O Tempo de você orar e parar o Sol;
O Tempo de Você Tocar na Rocha e ela produzir água;
O Tempo de Você profetizar os ossos se ajuntarem;
O Tempo de Você Colocar seu cajado no mar e ele se abrir;
O Tempo de você Andar sobre águas;
O Tempo de você multiplicar os pães;
O Tempo de Deus nascer em ti;
O Tempo de satanás ver o brilho da Glória de Deus;
Deixe o Tempo de Deus se Cumprir.
Tudo que Ele prometeu Ele cumprirá
Durante todos os anos Ele tem o Compromisso do Mover de DEUS
Porque D'ELE por ELE e para ELE são todas as coisas.
Em fim o tempo de Deus chega hoje em sua vida.
Creia e verás o que Deus fará em sua vida..

JESUS te ama..

Ananias e Safira foram condenados por não dar o dízimo?

A igreja primitiva em Jerusalém se mostrou generosa. Encontrou-se, no meio da igreja, um bom número de irmãos necessitados. Para suprir as necessidades desses santos, os irmãos fizeram grandes sacrifícios e ofereceram seu próprio dinheiro. Alguns, como Barnabé, venderam propriedades e doaram o dinheiro recebido (Atos 4:36-37). A atitude louvável de discípulos como Barnabé apresentou uma tentação para irmãos carnais, como o casal Ananias e Safira. Eles também venderam uma propriedade para fazer uma contribuição à igreja. Mas no dia em que levaram sua oferta aos apóstolos, foram condenados e caíram mortos. Hoje, alguns líderes religiosos citam esse caso para exigir o dízimo, sugerindo que Ananias e sua mulher foram castigados por não dar o dízimo. Foi esse o motivo da morte deles?
Perguntas bíblicas merecem respostas bíblicas. Devemos primeiro ler o texto (Atos 5:1-11) para entender o pecado desse casal. Estes versículos nem mencionam o dízimo! Pregadores modernos que querem obrigar as pessoas a dar o dízimo não encontram nenhum apoio neste trecho.
Se Deus não exigiu o dízimo dos cristãos primitivos, qual foi o motivo de sua ira contra Ananias e Safira? A resposta se encontra nos versículos 3 e 4 – mentiram ao Senhor! Eles venderam um terreno e afirmaram que ofertaram o valor total da venda para ajudar os irmãos pobres. Eles queriam parecer pessoas generosas, mas, ao mesmo tempo, queriam ficar com uma parte do dinheiro. Decidiram mentir, dizendo que sua oferta foi o valor integral da venda do terreno.
Deus não obrigou ninguém a vender terras ou a dar o valor total de suas propriedades. Pedro reconheceu o direito de Ananias e Safira de ficar com o seu terreno: “Conservando-o, porventura, não seria teu?” (5:4). Uma vez que decidiram vender, não foram obrigados a doar o valor total. Pedro acrescentou: “E, vendido, não estaria em teu poder?” (5:4).
Ananias e Safira queriam o “crédito” por uma doação generosa, sem o sacrifício de perder todo o valor do terreno. Mentiram aos homens, e Deus cobrou!
O Novo Testamento, a aliança que governa os homens nos dias atuais, não exige que todos doem 100% de suas posses, e nem estipula 10% (o dízimo) como oferta obrigatória. Devemos contribuir ao trabalho do reino de Deus conforme a nossa prosperidade (1 Coríntios 16:2), com alegria e sinceridade (2 Coríntios 8:8; 9:7), segundo proposto no coração (2 Coríntios 9:7), com generosidade (2 Coríntios 9:11) e com um espírito de sacrifício (2 Coríntios 8:5; Filipenses 4:18).
Seguindo esses princípios, muitos discípulos de Cristo darão até mais de 10% de sua renda, mas farão as suas ofertas com alegria e por livre vontade, não pela imposição de exigências humanas. Cristãos verdadeiros que fazem parte de igrejas dedicadas ao Senhor terão prazer em participar do trabalho de Deus.

 Dardos inflamados do inimigo

Primeiro dardo:

A incredulidade. (IICo 4:4) “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.
Quando permitimos permite que a incredulidade contamine o nosso pensamento, o inimigo consegue afasta todas as possibilidades de Deus operar em nosso favor. (Hb11:6) “De fato. Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”.

Segundo dardo:
O medo. (Mt 14:30) “Pedro, reparando na força do vento, teve medo, e começou a afundar, e gritou: Salva-me, Senhor!”.
As vezes sentimos medo, quando não podemos controlar uma situação. Quando o inimigo se apresenta mais forte e mais poderoso do que nós, temos medo. O medo é prejudicial e nos leva a Ter uma vida de derrotas. Para vencermos temos que fazer uso deste equipamento: “O escudo da fé”.

Terceiro dardo:
A dúvida. Satanás, ele fará de tudo para você duvidar, mais duvidar do que? da palavra de Deus, do amor de Deus. A dúvida dificulta a operação de Deus em nossas vidas. Não deixa e não permita que o diabo coloque a dúvida no seu coração. Porque se ele assim proceder ele certamente te destruirá. Jesus disse para termos fé, e se tivermos fé sem duvidar, alcançaremos tudo o que quisermos, conforme a sua vontade. Nunca se esqueça disto: Tudo é possível ao que crê.

Quarto dardo:
A culpa. Satanás tenta nos imobilizar usando a estratégia da acusação. Seu objetivo é manter sempre as nossas consciências sobrecarregadas com o peso da culpa. Ele está sempre procurando trazer a nossa memória a lembrança dos nossos erros e pecados passados.
Com isto seu propósito é nos roubar a paz e a confiança no Senhor, e nos fazer sentir rejeitados por Deus. Mais lembre-se de que o sangue de Jesus nos purificou de todo o pecado, e que agora nenhuma condenação há para aqueles que estão com Cristo Jesus. Se você já aceitou a Jesus, e obedece a palavra de Deus, não permita que o inimigo venha te enganar.


Gálatas 16:1-15

"Está escrito que Abraão teve dois filhos... o filho da escrava nasceu de modo natural, mas o filho da livre nasceu mediante a promessa.
Paciência é uma virtude rara em nosso tempo. Estamos tão acostumados com a rapidez que a tecnologia nos oferece que qualquer demora nos tira do sério: trânsito parado, conexão de internet lenta, filas. Mas não é algo restrito à nossa época. Veja o caso de Sara e Abraão. Deus prometera que Abraão geraria um herdeiro e que sua descendência seria incontável (Gn.15:4-5), mas ele já tinha 86 anos e nada de filhos. Como aparentemente a promessa não incluía Sara, foi dela a idéia "brilhante": permitir que sua serva tivesse um filho com ele. Já que Deus demorava em cumprir sua promessa, o casal resolveu agir por conta própria, sem consultar o Senhor. O tão esperado filho nasceu e trouxe desavença entre Hagar e Sara. Treze anos depois, Deus disse a Abraão que ele teria um filho com Sara, Isaque, e com este Deus faria sua aliança. O nascimento de Isaque foi milagroso, pois os dois já eram idosos. isaque deu origem ao povo de Israel, enquanto os descendentes de Ismael formaram o povo árabe. É fácil condenar o casal por sua atitude, mas não agimos assim também? Nossa tendência é apressar Deus para que Ele cumpra suas promessas em nosso tempo, e não no dEle. A verdade é que não conseguimos esperar e por isso buscamos resolver tudo da nossa maneira: o jeito mais prático e rápido, mas nem sempre o mais certo. E então vêm as consequências. Até hoje árabes e israelenses vivem em conflito, apesar de serem povos irmãos.
Seja paciente! Ore, espere a resposta de Deus e não aja sem a aprovação dEle. Isso não quer dizer ficar de braços cruzados, mas deixar que Deus responda - quantas vezes oramos e logo tomamos nossa decisão, como se a reposta de Deus não importasse! Não seja tão impulsivo: busque em Deus a direção para tomar suas decisões, mesmo que a resposta esteja demorando.
"Peça a Deus que desenvolva em você a paciência e aceite a primeira lição.


A armadura de Deus
A fome que Jesus estava sentindo após o jejum foi utilizada pelo diabo como meio de esconder a capciosidade contida na pergunta, uma vez que apresenta o poder de Cristo (palavra) como meio de subsistência física, porém, Jesus demonstra que a palavra de Deus (o poder de Cristo) é para conceder vida (novo nascimento) ao homem, e não para prover-lhe sustento físico. Caso Jesus transformasse as pedras em pães haveria uma contradição, pois o homem deve comer do suor do seu rosto, e não da palavra de Deus ( Dt 8:3 compare com Gn 3:19 ).
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”
Como demonstrar a importância da palavra de Deus a cristãos convertidos dentre os gentios que tinham pouco contato com as Escrituras? Como falar da lei, dos juízes, dos profetas, dos salmos, dos provérbios, se as Escrituras estavam sendo apresentada aos poucos aos convertidos dentre os gentios?
Ciente da necessidade de os cristãos se inteirarem da palavra de Deus e da dificuldade de apresentar aos gentios um estudo das Escrituras, o apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos em Éfeso utiliza figuras, sendo uma delas a relação comparativa entre a palavra de Deus e as partes que compunham uma armadura.
Comparando a carta de Paulo aos Efésios com outras epístolas de sua autoria, verifica-se que a carta aos Efésios é a que menos contém citações do Antigo Testamento, porém, apresenta um número maior de figuras, muito eficiente na didática da Palavra de Deus. Dentre as figuras apresentadas na carta aos Efésios (o corpo, a família, o edifício, etc.), abordaremos como tema do nosso estudo a armadura de Deus.
O apóstolo Paulo recomenda aos cristãos de Éfeso que se fortalecessem no Senhor e na força do seu poder. Como se fortalecer no Senhor? Qual a força do poder de Deus?
A bíblia demonstra que o evangelho é o poder de Deus para salvação ( Rm 1:16 ; 1Co 1:18 ), visto que Cristo é poderoso para salvar "QUEM é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar" ( Is 63:1 ). Cristo é a força do Senhor, visto que Ele é o Verbo que se fez carne, a destra do Altíssimo, o braço do Senhor ( Ne 8:10 ; Is 48:13 ).
Para se fortalecer no Senhor basta confiar (esperar) n’Ele, pois o salmista diz: "Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR" ( Sl 31:24 ). Fortalecer no Senhor é um modo diferente de recomendar aos cristãos que descansem em Deus, ou seja, que confiem n’Ele.
A confiança do cristão decorre das promessas de Deus, e para se inteirar das Suas promessas se faz necessário meditar na palavra de Deus de dia e de noite. Este deve ser o deleite do crente, pois a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus ( Rm 10:17 ).
A confiança deriva da palavra de Deus somente, o que exclui as vãs filosofias, que são produtos de mentes carnais que buscam satisfazer somente as suas concupcências.
Para se fortalecer no Senhor e na força do seu poder, basta descansar nas promessas contidas nas Escrituras, que é poder de Deus, uma vez que a palavra do Senhor é Cristo encarnado, o braço do Senhor desnudado perante as nações. Os que professam o seu nome estão assentados nas regiões celestiais, e, portanto, são cingidos de força "Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho" ( Sl 18:32 ; Is 59:16 ).
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”
Através de uma ordem imperativa o apóstolo Paulo demonstra uma necessidade que é própria a cristãos: revestirem-se da armadura de Deus. Por que o cristão necessita revestir-se de toda a armadura de Deus? Porque somente quando revestido da armadura de Deus o cristão é capaz de discernir as astutas ciladas do diabo, defender-se dos dardos inflamados do maligno. O cristão que se reveste da armadura não se demoverá do evangelho, e não será enlaçado nas astutas ciladas do diabo.
O apóstolo Paulo compreendia como o diabo atua "Porque não ignoramos os seus ardis" ( 2Co 2:11 ), e para não acusá-los de ignorância, utiliza o pronome na terceira pessoa do plural (ignoramos). Há um alerta quanto ao perigo contido nas ciladas do maligno, pois além da cilada ser algo por natureza dissimulado também é nomeada de astuta, por causa da antiga serpente "E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição" ( 2Pe 2:1 ).
Como o diabo atua? Utilizando ciladas astutas, ou seja, encobertamente (cilada) ele aproxima-se daquele que quer enganar (astucia). Em que consiste as ciladas do diabo? Consiste em transtornar a mensagem do evangelho ( At 15:24 ; Gl 1:7 e Tt 1:11 ).
Ao observar as Escrituras, verifica-se que desde o Éden a ação de Satanás é introduzir mentiras para transtornar a verdade da palavra de Deus. A astúcia de Satanás é tamanha que com uma pergunta, aparentemente simples, semeou a incredulidade no coração de Eva: “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” ( Gn 3:1 ).
A pergunta que Satanás formulou era uma armadilha engendrada com astucia. Enquanto Deus apresentou plena liberdade ao homem, Satanás evidenciou uma proibição sórdida “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente...” ( Gn 2:16 ).
A cilada de Satanás é astuta porque aproveita a falta de compreensão da palavra da verdade e as propensões emocionais do homem para introduzir encobertamente palavras de engano “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis” ( Gn 3:4 ). Geralmente o homem demonstra ser zeloso “... não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais” ( Gn 3:3 ), porém deixa-se guiar pela aparência, pelas sensações e pelas emoções, "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela" ( Gn 3:6 ), mas é negligente quanto à palavra que lhe preserva a vida “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:17 ).
Com Cristo tal cilada astuta não funcionou, pois quando o diabo perguntou: "Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães" ( Mt 4:3 ), Cristo respondeu segundo a sua essência: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” ( Mt 4:4 ).
Diante da necessidade física do Messias, o diabo trouxe à baila a idéia de que Cristo possuía o poder necessário para saciar a sua própria fome, porém, a proposta da pergunta era semear dúvida (Se tu és), e se Cristo se propusesse a provar que era o Filho de Deus sinalizaria incerteza. A astúcia é tamanha, pois todas as Escrituras apontavam para Cristo como autor e consumador da fé, o enviado de Deus "Confiou no Senhor, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer" ( Sl 22:8 ; Mt 22:8 ).
Astuciosamente antiga serpente intentou fazer com que o último Adão, que é Cristo, incorresse no mesmo erro do primeiro Adão: não confiar na palavra do Pai.
A fome de Jesus após o jejum foi utilizada como meio de esconder a capciosidade contida na pergunta, uma vez que apresenta o poder de Cristo (palavra) como meio de subsistência física, porém, Jesus demonstra que a palavra de Deus (o poder de Cristo) é para conceder vida (novo nascimento) ao homem, e não para prover-lhe sustento físico. Caso Jesus transformasse as pedras em pães haveria uma contradição, pois o homem deve comer do suor do seu rosto, e não da palavra de Deus ( Dt 8:3 compare com Gn 3:19 ).
Deus deixou o povo de Israel passar fome quarenta anos no deserto para que o povo entendesse que não é de pão que vive o homem, mas da palavra que sai da boca de Deus ( Dt 8:3 ). Em quarenta dias jejuando Jesus demonstrou que compreendeu a lição do Pai, pois diante da fome soube distinguir que o homem comerá do suor do seu rosto, e que para ter vida depende da palavra de Deus ( Mt 4:4 ).
Satanás sabia que havia em Cristo a disposição interna em realizar a vontade de Deus ( Jo 6:38 ). Diante deste anseio o diabo apresenta a proteção divina que estava prevista nas Escrituras para o Messias como meio de fazer com que Cristo tentasse a Deus. Embora sendo Filho, o Messias não poderia por Deus à prova para ter certeza da sua filiação. A maior prova de que o homem é um dos filhos de Deus não está na proteção diária, antes está em se obedecer a palavra de Deus.
Como as propostas das duas perguntas não demoveram o Messias de sua confiança, Satanás propõe dar a Cristo o que foi prometido pelo Pai. O Pai havia prometido ao Filho que lhe daria todas as nações por herança e os confins da terra por possessão ( Sl 2:8 ), e Satanás propõe agilizar este processo. Ele propõe entregar sem lutar o seu reino a Cristo com uma única condição: se ele o adorasse, ou pedisse.
Se Cristo pedisse a Satanás o reino que estava sendo mostrado, estaria rendendo adoração ao inimigo, pois o Pai disse: “Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão” ( Gn 2:8 ). Cristo rejeitou a proposta satânica e conquistou todas as coisas na cruz, e o Pai lhe concedeu um nome que é sobre todos os nomes como havia prometido ( Cl 2:15 ).
O diabo não teve qualquer chance diante de Cristo, o Verbo de Deus encarnado, a armadura de Deus. Diante dos dardos inflamados do inimigo, Jesus utilizou a sua palavra como escudo e broquel ( Sl 91:4 ).
Ciente dos riscos que rondava os Cristãos o apóstolo Paulo expressa o seu maior temor: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" ( 2Co 11:3 ).
A ação primária do diabo é manter o homem na ignorância acerca do poder contido na palavra de Deus. Somente a ignorância mantém o homem longe de Deus, uma vez que Deus já providenciou salvação poderosa para todos os homens desde a casa de Davi "Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração" ( Ef 4:18 ).
O tempo em que o homem permanece separado de Deus é descrito como sendo o tempo da ignorância ( At 17:30 ; 1Pe 1:14 ). Por possuir o entendimento entenebrecido, se mantém separado de Deus por ignorar a salvação que é ofertada em Cristo.
Quando na ignorância, o homem desregrado, entende não ser merecedor da graça divina. Outros, envoltos na mesma ignorância aplicam-se a religiosidade, a moral, a lei, a filosofia, ao ascetismo, ao sacrifício, ao ritualismo, etc., pois entendem que deste modo se achegarão a Deus. Em ambos os casos, os entenebrecidos no entendimento permanecem separados de Deus pela dureza do seu coração.
Embora o homem permaneça nas trevas por rejeitar a luz, não significa que a palavra de Deus haja falhado. A graça de Deus manifestou-se a todos os homens na pessoa de Jesus Cristo conforme Ele predisse na Sagrada Escritura, porém, diante do amor e da fidelidade de Deus muitos preferem as trevas e não vem para luz ( Jo 3:20 ).
O cristão não deve lutar contra a carne e o sangue, ou seja, a luta do cristão não é contra pessoas por causa de origem, nacionalidade, condição social, religião, etc. A luta, a batalha travada é contra Satanás e suas hordas. Por quê? Porque seria contraproducente lutar contra os homens, uma vez que Deus amou o mundo de maneira tal que entregou o seu Filho para salvar os que se perderam, pois todos os homens ao nascerem entram por Adão, a porta larga, e passam a trilhar um caminho largo que os conduz a perdição.
Judas sabia contra o que estava lutando, pois desejou fazer um tratado acerca do embate que estava travado “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” ( Jd 1:3 -4).
A desobediência de Adão tornou a humanidade culpável diante de Deus. Nada que façam podem livrá-los do juízo e da condenação imposta sobre a humanidade. O diabo sabe disto e promove inúmeras distrações para que o homem permaneça longe da verdade do evangelho, que é poder de Deus para os que crêem.
Qual a base de operação do diabo? Os lugares celestiais! Como? Ora, os cristãos estão assentados por Cristo nos lugares celestiais, e como o mundo jaz no maligno (pertence a ele por causa da morte, da lei e do pecado), a ação do inimigo é atuar entre os cristãos semeando o joio.
Heresias, tradições, filosofias, legalismo, moralismo, ritualismo, sacrifícios, genealogias, rudimentos da lei, etc., são ações do diabo para arrebatar a semente que foi lançada no coração dos homens que estão nos lugares celestiais em Cristo Jesus “E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno; O inimigo, que o semeou, é o diabo” ( Mt 13:37 -39).
Geralmente as pessoas imaginam que o diabo luta utilizando luxúria, pornografia, roubo, furto, mentira, raiva, ódio, etc., para derrotar os homens. Isto porque desconhecem que todos os homens pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Estão mortos e jazem no maligno. Por Adão o juízo de Deus já foi estabelecido e a condenação também ( Rm 5:18 ).
As práticas do homem não são a causa de condenação, antes somente aumentam a medida da ira de Deus que será derramada sobre eles "Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus" ( Rm 2:5 ).
Muitos tentam visualizar as armas empregadas na guerra entre o reino da luz o reino das trevas como se fossem espadas, pois lembram a passagem bíblica onde o apóstolo Paulo compara a palavra de Deus a uma espada de dois gumes, porém, as armas dos dois reinos resumem-se em sementes. São três tipos de semente: A semente corruptível, que é o nascimento segundo a carne de Adão; A semente incorruptível, que é a palavra de Deus, que produz filhos para Deus segundo o último Adão, homens espirituais, e; A semente do joio, que é a semente do maligno.
Quando nascem, os homens são pecadores por natureza, pois foram formados em iniquidade e concebidos em pecado. Com relação a estes que desviaram desde a madre, basta ao diabo mantê-los na ignorância, entenebrecidos no entendimento, segundo a dureza dos seus corações.
Mas, quando os homens recebem em seus corações a palavra de Deus, recebem poder para serem feitos filhos de Deus. São filhos nascidos de Deus, e não da carne, do sangue e da vontade do varão ( Jo 1:12 -13).
É pelo plantio no coração dos homens que ocorre o embate entre o reino das trevas e o reino da luz (carne versus Espírito). Onde foi lançado a semente incorruptível, o diabo faz sua investida para arrancá-la ( Mt 13:4 ). As ações das aves, do sol, dos pedregais e dos espinhos são implacáveis. Como isto ocorre? O maligno semeia no campo do pai de família o joio.
Observe que o maligno busca semear joio no campo que pertence ao pai de família ( Mt 13:25), ou seja, a batalha se dá nos lugares celestiais ( Ef 6:12 ), uma vez que os falsos profetas vêm até os que creram vestidos de ovelhas, mas são lobos devoradores "Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco" ( 2Pe 2:13 ; Mt 7:15 ).
Qualquer que se alimenta do joio que surgiu no campo do pai de família continuará entenebrecido no entendimento e podem confundir os ‘meninos’ na fé, arrastando-os com ventos de doutrinas ( Ef 4:14 ).
Com isto há um crescimento vertiginoso da plantação, porém, o que se vê não é trigo, mas joio. É por isto que Cristo alerta: “Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho” ( Mt 13:19 ).
O reino dos céus e o reino deste mundo consiste em plantas que o pai plantou e plantas que o pai não plantou ( Mt 15:13 ). O embate se dá através de sementes! Sendo a semente de Adão corruptível, a semente da palavra de Deus incorruptível e a semente do maligno, o joio.
Com qual semente o cristão deve ter cuidado? Com o joio, ou seja, palavras que convertem em dissolução a graça de Deus, pois não devemos lutar contra carne e sangue, que são plantas oriundas da semente corruptível de Adão. O embate é para que o maligno não lance a sua semente no campo.
O apóstolo Paulo demonstra que a ação do maligno se dá nos lugares celestiais, visto que os cristãos estão assentados nas regiões celestiais em Cristo e os lobos disfarçados de ovelhas buscam tragá-los "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" ( Mt 7:15 ; 1Pe 5:8 ).
Se os falsos profetas vêem até os que crêem, isto significa que a batalha é travada nos lugares celestiais, onde o crente está assentado ( Ef 1:3 ; Ef 2:6 ).
É por isto que o crente deve tomar toda a armadura de Deus: para resistir no dia mau! Qual o dia mau? O dia mau refere-se ao ataque do maligno “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” ( Ef 5:15 -17).
Aquele que entende a vontade do Senhor anda prudentemente. É pleno do Espírito, pois fala segundo a palavra de Deus ( Ef 5:19 ). É neste sentido que Cristo ensina os cristãos a orarem: "E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém" ( Mt 6:13 ).
Cristo foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado. A tentação ocorreu com base na palavra de Deus, visto que o inimigo fez uma citação das Escrituras que continha uma promessa específica para Cristo, porém, a astúcia estava em fazer com que o Messias caísse em contradição ao tentar o Pai caso Cristo se lançasse do alto do pináculo do templo.
Aquele foi o dia mau, mas Cristo foi livrado pelo Senhor, pois compreendia qual era a vontade do Pai ( Mt 6:13 ).
Após tomar toda a armadura de Deus e resistir o dia da tentação, basta permanecer firme.
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça”
A firmeza encontra-se no ato de cingir os lombos com a verdade. O que é isto? O apóstolo Pedro responde: “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo” ( 1Pe 1:13 ).
Cingir é o mesmo que ajustar, prender, não deixar frouxo. Cingir o lombo do entendimento é o mesmo que: "Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade..." ( Ef 3:18 ).
Quem possui os lombos do entendimento cingidos não aceita outro evangelho "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" ( Gl 1:8 ).
O lombo que deve ser revestido é o lombo do entendimento. Como? Basta esperar somente e inteiramente na graça ofertada por Deus em Cristo Jesus. Qualquer que espera somente em Cristo para ser salvo é porque tem os lombos cingidos com a verdade.
Cristo é a verdade, e após crer em Cristo o homem torna-se um com a verdade. Conhecer a verdade diz de união íntima, momento em que o Cristão é vestido com o manto de justiça. O possuir o entendimento cingido com a verdade é etapa posterior ao conhecer a verdade. É o mesmo que revestir-se da armadura. É ter a mente de Cristo! Ser vestido de justiça basta crer na mensagem do evangelho, revestir-se da armadura demanda diligencia, guardar o que foi anunciado pelo Filho deixando os rudimentos ( Hb 2:1 ; Hb 6:1 ).
O cristão deve colocar a couraça da justiça. Que couraça é esta? Couraça diz de algo resistente a ataques externos, ou seja, se alguém intentar acusação, não irá prevalecer. A certeza dos cristãos é a de que ninguém intentará acusação contra ele, pois agora em Cristo está incluso entre os seus escolhidos"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica" ( Rm 8:33 ). Aquele que está morto está justificado do pecado! ( Rm 3:24 ; Rm 5:1 ; Rm 6:7 ).
Está é a certeza do crente, pois o braço do Senhor vestiu-se de justiça, como de uma couraça para vir ao mundo resgatar a humanidade "Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto" ( Is 59:17 ; Is 11:5 ).
É por isso que o apóstolo João diz que os cristãos são mesmo filhos de Deus, pois foram gerados de novo e vestem-se da mesma armadura do primogênito Filho de Deus ( 1Jo 4:17 ).


O manto de justiça de Cristo decorre da obediência em tudo d’Ele para com o Pai. Já a injustiça de Adão decorre do fato dele não ter crido na palavra de Deus que lhe preservava a vida, e ficou despido de justiça, ou seja, pobre, cego e nu.
“E calçados os pés na preparação do evangelho da paz”
Por que os cristãos necessitam calçar os pés na preparação do evangelho da paz? Porque, como embaixador dos céus, deve estar apto a anunciar as boas novas do evangelho a todas as nações. Após calçar os pés, fará com que os homens ouçam que em Cristo a inimizade entre Deus e os homens foi desfeita.
Cristo é a paz dos cristãos, e os cristãos foram comissionados com a mesma missão desempenhada por Cristo "Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!" ( Is 52:7 ).
“Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno”
Qual é o escudo da fé? O que concede poder para apagar os dardos inflamados do maligno?
O escudo do cristão é a palavra de Deus, e a fé é a palavra de Deus, ou seja, a fé que uma vez foi dada aos santos ( Jd 1:3 ); "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam" ( Sl 18:30 ); "Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele" ( Pr 30:5 ); "Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel" ( Sl 91:4 ).
É comum confundir a fé (evangelho) que foi revelada com a fé (crer) que é descansar. Os cristãos têm fé (crê, acredita, descansa) na fé (evangelho) que foi manifesta em Cristo "Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar" ( Gl 3:23 ).
Somente possuindo o evangelho como escudo, que é poder de Deus, o cristão destrói os dardos inflamados do inimigo.
“Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”
Todos quantos crêem em Cristo são participantes da morte de Cristo, ou seja, foram batizados na sua morte. Como morreram com Cristo, também ressurgiram, ou seja, revestiram-se de Cristo "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo" ( Gl 3:27 ).
Após ressurgir, o cristão está de posse do capacete da salvação, a esperança da glória "Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação" ( 1Ts 5:8 ).
Deve portar a espada do espírito, que é a palavra de Deus. Se for obreiro, deve manejá-la bem, pois o bom manejo qualifica o obreiro como aprovado, e que não tem do que se envergonhar. Obreiro que não maneja bem a palavra da verdade é uma vergonha "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" ( 2Tm 2:15 ).
Todas as peças que compõem a armadura de Deus consistem em manejar bem a palavra da verdade, portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.

Gênesis 41:1-49

"Deus revelou ao faraó o que ele está para fazer"
 Deus tem feito coisas na história que só Ele pode e ninguém mais, e nisso não podemos interferir. Só Deus pode cuidar de determinadas coisas, e Ele o faz. Nós, como seus servos, precisamos manter essa certeza! Existem coisas que só cabem a Deus fazer. No texto que lemos hoje, nem os adivinhos ou os sábios tentaram forçar a interpretação que só cabia a Deus. Não podemos fazer tudo, nem forçar nada; se não cabe a nós, simplesmente não nos cabe! No texto, José tinha essa convicção e isso ele declarou ao faraó: "Isto não depende de mim, mas Deus dará ao faraó uma resposta favorável". Se não podemos fazer algo, reconheçamos que dependemos de Deus.
Mas, e aquilo que eu devo fazer, quem fará? José, como servo de Deus, deixou por conta dEle o que só a Ele cabia, mas cumpriu sua própria parte. Deu o recado a faraó, conforme o Senhor lhe havia mostrado. Depois, quando foi posto sobre a casa de faraó, entrou em ação, recolhendo e armazenando grandes quantidades de trigo como reserva para os sete anos de carência que viriam. O faraó reconheceu que José tinha o Espírito de Deus e ficou feliz em poder contar com alguém que sabia deixar Deus agir e ao mesmo tempo fazer a sua parte - e até hoje, sabendo disso ou não, nosso mundo anseia por pessoas assim, que saibam reconhecer o que cabe a Deus e o que cabe a elas, e que então ponham isso em prática. Se nos submetermos a Deus, já não será tão difícil como parecia aos servos do faraó encontrar tais pessoas. José mostrou-se digno da sua vocação. Em suas mãos foi colocado o destino da nação e ele fez tudo o que pôde para cumprir sua missão. Muitas coisas são colocadas em nossas mãos, o que temos feito?
Será que se aplicaria a nós a pergunta do faraó: "Acaso acharíamos um homem como este, em quem haja o espírito de Deus?" - MZK
"O que Deus precisa fazer, Ele fará! Façamos a nossa parte!"

O QUE DEUS PODE FAZER

Quando Deus tira algo de seu alcance, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor. Concentre-se nesta frase ... "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo."
Alguma coisa boa vai acontecer com você hoje, algo que você tem esperado ouvir..
Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus ... AMEM
Esta oração é muito poderosa. Uma benção está vindo para você na forma de um novo emprego, saúde ou financeiramente. Não faça perguntas. Este é um teste. Será que Deus está em primeiro lugar na sua vida?

Observe o que ele faz.



2 Coríntios 1:3-11
"Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza"

As tribulações (sofrimentos e problemas) que fazem parte de nossa vida são uma preparação para o trabalho que Deus quer nos dar. O texto que acabamos de ler ensina que é através delas que Ele nos habilita a consolar aqueles que estão passando por dificuldades. Podemos ajudar alguém mais eficientemente quando já experimentamos o que aquela pessoa está passando, e podemos consolá-la porque já fomos consolados.
Notamos que Paulo e Timóteo estavam passando por grandes problemas, tanto que pensaram que iam morrer (v.8), mas que confiaram em Deus e esperaram o livramento. Quando passamos por situações que parecem não ter fim nem solução, precisamos ter paciência e perceber que Deus está presente. Mesmo em meio às incertezas da vida, Ele nos ensina e capacita.
Embora não seja muito fácil, devemos receber as tribulações com otimismo, sabendo que o Deus da consolação nos ajuda e consola em todas as situações. Por meio do sofrimento somos preparados para que também consolemos (v.3); aprendemos a não confiar em nós mesmos (v.9); descobrimos que somos frágeis, embora pensemos o contrário. Além disso, muitos darão graças ao saber o que Ele está realizando em nossa vida (v.11). Agradeço constantemente a Deus por uma irmã que recebe o consolo de Deus em seu sofrimento e consegue sorrir mesmo quando a dor é intensa. Há pouco tempo minha esposa e eu a levamos ao hospital, e então compreendemos um pouco mais o seu sofrimento, ao passar a madrugada com ela aguardando a chegada de um médico especializado em seu problema. Contudo, ela sempre sente a presença maravilhosa de Jesus e seu consolo, que faz com que ela console a todos que a visitam. Sua vida nos lembra que com Jesus nunca estaremos sozinhos nas tribulações da vida. - JG

"Mude o foco: não olhe para as dificuldades - observe o que Deus fará por meio delas"